Para todos os garotos que amei
Um enredo fofo, fotografia simples,
cenas clichês. O universo das jovens comédias românticas, que despertam
lágrimas e suspiros, na busca pelo amor e o reflexivo sabor da autodescoberta,
tem um novo queridinho “Para todos os garotos que amei’. Baseado no excelente
livro, de mesmo título, da Jenny Han, a história adaptada traz diversas
diferenças da obra literária, que é composta por três livros.
O filme conta a história de Lara
Jean, interpretada brilhantemente por Lana Condor, uma adolescente que fantasia romances impressos sem
vivê-los, ou seja, escrevendo cartas para seus amados, sem nunca as enviar. Até
que, um dia, elas são misteriosamente enviadas. São cinco cartas ao todo. Lara acaba de entrar no ensino médio e de se
tornar a irmã mais velha da casa, já que Margot (Janel Parrish), foi para a
faculdade na Escócia. Ela tem apenas uma amiga na escola, Chris (Madeleine
Arthur), e costuma passar a maior parte de seu tempo lendo romances ou cuidando
de sua irmã mais nova, Kitty (Anna Cathcart). Romântica por natureza, mas
esconde suas emoções, principalmente em relação aos garotos que gosta e essas
emoções são demonstradas apenas nas cartas de amor que escreveu para todos
esses garotos pelos quais já se apaixonou, cartas secretas que ela mantem
guardadas em seu guarda-roupas. Uma das cartas chega às mãos de Peter Kavinsky
(Noah Centineo), o garoto mais popular da escola e ex-namorado de uma antiga
amiga de Lara Jean, Gen (Emilija Baranac). Uma das outras cartas que é
entregue, é de Josh (Israel Boussard), o vizinho e amigo da protagonista, que
também já foi namorado de sua irmã Margot. O maior pesadelo que uma garota
tímida como Lara Jean pode enfrentar é ver tudo isso as claras. Para evitar ter
que falar sobre seus sentimentos para Josh, Lara Jean entra em um relacionamento
falso com Peter, que por sua vez está querendo causar ciúmes em Gen. Com isso,
Lara Jean descobre que está mentindo para todos que ama e também mentindo para
si mesma sobre seus sentimentos. No livro, as cartas dos demais meninos, também
são exploradas.
Dirigido por Susan Johson e com o
roteiro adaptado por Sofia Alvarez, o filme cumpre o papel de uma boa
adaptação, pois consegue manter a essência e resume os aspectos que fizeram com
que o romance se tornasse um best-seller mundial. Pois dessa forma, a comédia
romântica consegue atingir também aos que não leram os exemplares escritos por
Jenny Han. Lana Condor tem uma performance sincera como Lara Jean e retrata com perfeição
o lado tímido, doce e romântico da personagem. Além disso, ela e Noah Centineo tem bastante química em cena, o
que funciona bastante bem para o relacionamento falso, até torna-se real, dos
dois personagens. Eles conseguem deixar claramente ambas as fases. Um dos
destaques certamente é Anna Cathcart como Kitty, com seu humor mais
ácido e até mesmo precoce para uma criança.
“Para Todos Os Garotos Que Já Amei” é uma boa comédia romântica que
traz diversidade para o gênero, já que Lara Jean e suas irmãs são de
ascendência coreana. E que bom que o filme, assim como o livro faz questão de incluir
traços dessa cultura. A película tem todos os elementos necessários para se
tornar um sucesso entre os jovens, mas atrai também o público mais velho, que é
fã do gênero, principalmente dos anos 1980. E de todas as comédias românticas
atuais, que a Netflix produziu, essa é a melhor, por enquanto.
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