Barulhinho bom
O disco dele não foi o mais tocado no ano passado, até porque
só lançou em novembro. E nenhuma das suas músicas ficaram entre as mais
tocadas. Porém o álbum “Silva canta Marisa” foi o melhor que ouvi nos últimos
meses. O cantor Silva regravou 11 canções da brilhante Marisa Monte e gravou
uma canção inédita com a homenageada, canção essa aliás, que foi composta por
eles juntos, chamada “Noturna (Nada de novo na noite)”. As versões de “Ainda
lembro” e “Eu sei (na mira)” ficaram primorosas demais na voz do músico
capixaba, batizado de Lúcio Silva. O que chama atenção é que Silva canta o
repertório de Marisa, mas traz as canções para o seu universo, porém mantem
intacta a essência ótima que a cantora imprime em suas composições e gravações.
Marisa Monte
e Silva são destaques, em diferentes épocas, da nossa MPB. Ele declare-se fã da
cantora desde os 12 anos quando ouviu o maravilhoso álbum “Memórias, crônicas e
declarações de amor” (2000). Silva fez um especial sobre Marisa no programa
“Versões” do canal Bis e ela, gentilmente, agradeceu e elogiou, propondo ainda
conhecê-lo. E assim surgiu nele a vontade de registrar tal tributo. Entre as
canções estão ainda “Não vá embora”, “Não é fácil”, “Beija eu”, “Infinito
Particular” e “Pecado é lhe deixar de molho”, essa última do projeto
Tribalistas, que tinha Marisa, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes, cantando
juntos.
Desde 2012,
ano que lançou seu disco de estreia, “Claridão”, Silva é bem recebido por
críticos, músicos, colegas e público. Ele, aliás, fica cada vez mais completo a
cada álbum que lança, porém, ganha a chance de se tornar mais popular e ao
alcance de todos os ouvidos, com esse trabalho, que tem pegadas de eletrônico,
reggae e indie, mas com as canções de uma das mais importantes cantoras da
música brasileira. Vale a pena ouvir e colocar no repeat.
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